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Paulo César de Brito
A BURRA CASTANHOLA Quer me ver ficar p... Da vida, é quando eu vejo crianças, idosos e animais ser maltratados, por alguns ignorantes seres humanos. Quando vejo crianças e idosos seres espancados, dar-me uma vontade de correr em cima do agressor e fazer justiça com as próprias mãos. Pois as crianças e idosos são na verdade indefesos. E em relação aos animais, em especial aos burros, éguas e cavalos que puxam suas carroças, fazendo fretes para dar sustentabilidade no alimento do dia a dia aos seus proprietários. Quando não suportam puxarem suas cargas são duramente agredidos, chicoteados e feridos, por aqueles que a qual eles ajudam tanto na sobrevivência da vida. Por que os proprietários dos animais fazem isso? Tantos fardos pesados que os pobres animais carregam. Será que seus donos conseguiriam carregar tamanho peso? Acredito que não. Não foi de minha época, mas meu velho e querido pai Vicente Brito, possuía uma burra da espécie “Mula” de cor vermelhada de nome “Castanhola”, pela mesma ter a cor do fruto de mesmo nome quando maduro. Esse animal por muitos anos serviu a nossa família, no sustento caseiro do cotidiano. As madrugadas meu pai a colocava na carroça para transportar água, ainda retiradas das cacimbas da praia de Upanema. Com o meu pai iam juntos dois dos meus irmãos mais velho, João Bosco e Maria Antonia ainda pequenos. Era uma burra de força e que andava rápida para cumprir a sua missão. Quando a burra Castanhola amanhecia o dia brava, meu pai não conseguia nem encostar perto dela. Nessa hora papai se valia de João Bosco, que através de assobios a chamava, e ela atendia. Quando em um dia, meu pai recebeu a noticia de um menino que era vizinho da nossa casa, que a burra Castanhola estava agonizando a rolar de um lado para o outro, em um cercado onde é hoje parte da salina Norsal. A burra sagrava muito. Papai foi de encontro a castanhola e encontrou a mesma já desanimada e a rinchar muito, como quem quisesse dizer-lhe algo. Triste cena. Foi nesse intervalo de tempo que meu pai notou no corpo da burra três cutiladas de faca peixeira. Os golpes eram profundos segundo meu pai, que caberia metade de seu braço de tão profundo o buraco. Por vários dias a mesma teve cuidados especiais, mesmo em nossa cidade não tendo médicos veterinários. Mais a mesma não resistiu aos ferimentos e morreu. Foi uma tristeza para toda família. Não pelos sustento que ela nos dava no nosso cotidiano, mais pelo animal dócil que ela era. Por um longo período meu pai, porurava por noticias de quem, tivesse feito aquela ato de covardia e crueldades com Castanhola. Com meses depois, o velho veio, a saber, que um conhecido seu a época queria compra a nossa burra, e meu pai se recusava a vendê-la. E que o mesmo teria desferido as cutiladas de facada no indefeso animal. Um dos nossos vizinhos que era pescador, disse a papai que viu nas primeiras horas do raiá do dia, o perverso cidadão querendo fazer sexo com a burra e ela lhe dava coice, renegando a atitude do monstro. Com a raiva de não ter praticado o ato sexual o “maníaco das burras” cometeu o assassinato do animal. Papai procurou o mesmo por toda cidade, como se procurava um alfinete no escuro, e nada. Soube dias depois que o mesmo teria ido embora em definitivo de nossa terra. E que ao tentar praticar sexo com uma jumenta, o dono o flagrou e o teria matado. Espero que os nossos governantes, estudem, façam e sancionem leis severas para punir com rigor os maquiavélicos cidadãos que maltratem os pobres animais indefesos. Cadeias neles!
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