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Paulo César de Brito
FESTINHA AMERICANA Hoje não sei se ainda existe, mais em meu tempo de adolescente, já descambando para adulto, quase todos os finais de semana recebia convites de amigas para participar das festinhas americanas. A festa em começava as 22:00 horas e entrava de madrugada a dentro. Era gostoso esse evento. Em meus convites parecia que era até combinado, ou simplesmente para tirar “sarro” com a minha cara. Vinha sempre escrito solicitando um litro de cachaça 51. E eu que muito levava. Além da bebida ainda solicitavam-me o som 3 em 1 lá de casa. Tudo era muito bem organizado. As meninas, ah! As meninas chegavam aos “montes”. Cada uma mais bonita que a outra para o delírio dos marmanjos. Porém eu ali já escolhia que deveriam dançar comigo a noite toda. Modéstia parte, para dançar musica lenta, xote e lambada era comigo mesmo. Lembrando que ali mesmo já rolava o “ficar” e muita das vezes vinha o namoro por um período. Causos engraçados também aconteciam nas festinhas americanas, como o casão de Nara e Maria de Vicente da Cosern, pois sua mãe não queria que a mesma namorasse, por ser ela muito nova coisas dos seus 12,13 anos. Quando em belo final de semana fui convidado por algumas amigas digo, Regi Clesia, Neliana, Nara, Turvinha e Francineide, para participarmos de uma festinha dessas na sede comunitária do bairro Somoban. Já em meio à festa, o clima já esquentando para alguns, aos poucos foram saindo do recinto onde ocorria a festa rumo a um local, onde pudéssemos ficar mais a vontade sem ser percebidos por alguém que gostava de fazer comentários ruins depois. Só que com Nara foi tudo diferente, ela procurou ficar debaixo da luz de um poste, em plena esquina. Quando de súbito surge a figura de sua mãe e a flagra a mesma aos beijos com o namorado. Foi aquele ai, ai, medonho, até a pobre da Nara explicar o tal acontecido. Já na casa de Sandra de dona Maria de seu Chico Rapadura, na Rua. Duque de Caxias, a festa estava a todo vapor, quando por voltas de uma da madrugada, já não tinha mais bebidas para beber, nesse momento surge à figura Maria Fotografa e Berg, neto de Edwirgens, que era o namorado da aniversariante Sandra, e falou para todos os presentes que ainda se encontrava por. Pessoal encontramos um caldeirão cheio de canja de frango, vocês querem? De súbito a resposta foi “queremos” comeram tanto que limparam até a panela. Pense numa arrumação. Acredito eu, que foi a ultima festinha americana em que eu participei. Soube por alguns amigos que houve uma festinha no Sindicato dos Salineiros na qual Eliel Constantino um roqueiro “Heave Metal” teria comido feito um louco, baratas vivas. Que loucura! Sempre tenho dito que Areia Branca é a terra do “já teve” é por que, as festinhas americanas não há mais em nossa cidade. Hoje a turma prefere “ficar ou namorar” em festa de pagodes e megas festas que a prefeitura realiza por aqui. As festinhas americanas fizeram-me tanto bem, em especial nos meus namoros. Só lembranças...
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